Perguntas frequentes sobre CAA
O que famílias, professores e fonoaudiólogos mais perguntam — respondido com clareza, inclusive nos casos em que a resposta honesta não é a mais favorável para nós.
Custo
O SayThrough é mesmo gratuito?
Sim, totalmente, sem versão paga e sem plano de criar uma. Não há teste limitado, licença por usuário, edição profissional à parte nem recurso guardado. O aplicativo inteiro é gratuito para todo mundo, sempre.
Qual é a pegadinha?
Comercial, nenhuma — mas há uma contrapartida honesta. Não existe empresa por trás do SayThrough, então não há suporte por telefone nem departamento de financiamento, e o vocabulário ainda é um conjunto candidato à espera de revisão clínica formal. Aplicativos pagos como TD Snap e Proloquo2Go entregam contrato de suporte e anos de validação clínica. As páginas de comparação detalham isso.
Também é gratuito para fonoaudiólogos e escolas?
Sim. Vários aplicativos pagos cobram à parte de profissionais ou por paciente; o SayThrough não faz essa distinção. Um fonoaudiólogo pode usar com todos os seus pacientes e uma escola pode instalar em todos os aparelhos que possui, sem nada para comprar, atribuir ou renovar.
Começando
Usar CAA vai impedir meu filho de falar?
Não. A pesquisa é consistente há mais de vinte anos: a CAA não impede nem atrasa a fala, e a maioria dos estudos que medem isso encontra ganhos, não perdas. Os estudos e o que eles encontraram.
Com que idade dá para começar a CAA?
Não há idade mínima nem pré-requisitos. Se a pessoa tem idade para querer alguma coisa, tem idade para ter um jeito de pedir. A CAA também é introduzida com sucesso em adolescentes e adultos, inclusive em quem falava e perdeu a fala.
Precisamos de avaliação ou de um fonoaudiólogo antes de começar?
Para experimentar, não. Você não precisa da permissão de ninguém para abrir um aplicativo gratuito e deixar alguém experimentar o que é se comunicar. Envolva um fonoaudiólogo assim que der — ele vale muito para objetivos, acesso e vocabulário — mas esperar por uma consulta antes de oferecer qualquer comunicação tem um custo real.
Como escolher entre os aplicativos de CAA?
Três coisas importam mais do que recursos: que a pessoa consiga operar fisicamente, que as palavras nucleares nunca mudem de lugar, e que quem está em volta realmente use todo dia. O preço importa por último — mas é ele que decide se muitas famílias chegam a começar, e é essa lacuna que o SayThrough existe para preencher.
Uso
Em quais aparelhos funciona?
Em qualquer um com navegador moderno: iPad, iPhone, celulares e tablets Android, Chromebooks e notebooks Windows ou Mac. Adicione à tela de início e ele abre em tela cheia como qualquer outro aplicativo.
Funciona sem internet?
Sim. Depois de instalado e aberto uma vez, o aplicativo, as pranchas e os pictogramas em uso ficam guardados no aparelho e tudo funciona sem nenhuma conexão. Em Configurações há um pacote opcional que baixa a biblioteca inteira de pictogramas.
Dá para usar com acionador ou sem tocar na tela?
Sim — varredura com acionador e permanência (dwell) já vêm incluídas, gratuitas, em qualquer aparelho. Serve qualquer acionador que se apresente como uma tecla. Como escolher e ajustar um método de acesso.
Dá para imprimir a prancha em papel?
Sim, de graça, e sai a sua prancha: seus botões, pictogramas, fotos e cores, nas mesmas posições, para o layout que alguém já conhece continuar valendo. Fica em Configurações → Imprimir. Também há folhas prontas se você ainda não personalizou nada.
Quais idiomas ele tem?
Português do Brasil, inglês, espanhol e polonês. Cada um tem sua própria prancha feita para aquele idioma, não traduzida — com concordância de gênero em espanhol e português e os sete casos do polonês. A interface, a voz e a predição de palavras seguem a mesma escolha.
Dados e dependência
O que a gente digita ou fala é enviado para algum lugar?
Não. Perfis, pranchas, configurações e histórico de mensagens ficam no aparelho. Nada do que alguém digita ou fala é transmitido. O aplicativo avisa apenas que foi aberto, para podermos contar quantas pessoas o usam — um código aleatório descartado quando você fecha, nunca um nome ou uma conta, e dá para desligar em Configurações.
Posso trazer pranchas de outro aplicativo ou levar as minhas embora?
As duas coisas. O SayThrough lê e grava Open Board Format (.obf / .obz), o padrão aberto de intercâmbio. Conjuntos proprietários como PCS e SymbolStix não podem viajar com o arquivo porque a licença não permite, então os botões importados mantêm suas palavras e são associados ao pictograma ARASAAC mais próximo.
O que acontece conosco se o projeto parar?
Suas pranchas se exportam em formato aberto, então vão para outro aplicativo. O código é público, então qualquer pessoa pode mantê-lo ou fazer um fork. Esse é o argumento prático do código aberto numa categoria em que as pessoas dependem da ferramenta todo dia: nenhum fornecedor pode desligá-la.
Ainda em dúvida? Abra e veja. Não há cadastro nem nada para instalar, então o jeito mais rápido de responder quase tudo isso é passar dois minutos com ele.